Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

A verdade é que adoro deixar-te fora de controlo. Como adoro dançar para ti, sentar-te numa cadeira e dançar para ti amor. Gosto de me chegar a ti e não deixar que me toques. Gosto que me olhes e me desejas, e quando mordes o lábio a minha anca move-se lascivamente e, tiro uma peça de roupa. Mordes o lábio na mesma, oh, aguarda, sê paciente, eu pararei de dançar em breve. Não pares, não pares. Não sorris, suplicas que te volte a mostrar o meu corpo. Dizes que não se vê nada nos teus olhos, mas eu vejo, vejo o teu desejo, vê-se a tua vontade de acelerares a minha dança e teres-me só tua. Continuo a passar as minhas mãos pelo meu corpo. Quando deixo cair o vestido, mordes o lábio e suspiras, fico ainda com a lingerie preta nova de renda para ti e tu vestido. Tinha fitas de seda vermelhas enroladas nas pernas. Coloquei-te um pé numa perna tua e lentamente desenrolei a fita, não permito que me toques, digo, e tu não falas, olhas apenas, e aproprias-te do momento. Passas a língua pelos lábios, e pedes-me pelo olhar para parar e ser tua. Não amor, não amor, ainda não. Desenrolo finalmente a fita e pego na tua mão. Ato-a à cadeira. E tu, sôfrego, assentes. Coloco o outro pé, com a perna ainda enrolada na fita, levemente no teu corpo rijo, e desenrolo a fita, os teus olhos deliciam-se e irreversivelmente ato a tua mão à cadeira. Fi-lo para que te controlasses enquanto danço para ti, amor. E olhaste-me inteiramente. Nem precisei de música, os teus olhos acompanhavam o meu corpo, e os teus olhos desejavam-me, isso bastava. Tirei do soutien duas outras fitas. Dancei com elas. Movi-me até ti. Suspiras-te finalmente, mexeste as mãos. Não amor, não te vou soltar. Passei para trás da cadeira e vendei-te os olhos. Coloquei a outra fita na tua boca e apertei. Passei as minhas mãos pelos teus cabelos, e sussurrei-te ao ouvido palavras nossas, colocava as minhas mãos pela tua camisola dentro. Ávido suspirante, amor, que finalmente bradaste aos deuses que tanto negas. Tombaste a cabeça, e eu tirei-te as fitas. Não te moveste. Só exclamaste: pões-me fora do controlo.



publicado por naná às 14:02 | link do post | comentar

11 comentários:
De adele schulze a 17 de Janeiro de 2011 às 14:13
ooh la-la.


De fugiu a 17 de Janeiro de 2011 às 14:24
escreves tão bem.


De C. a 17 de Janeiro de 2011 às 17:27
Adoro. Sensualidade é a arte mais pura a meu ver, e mais verdadeira. Basta um corpo e emoções.
Muito bom texto :D


De narmy. a 17 de Janeiro de 2011 às 18:37
divinal.


De summer wright a 17 de Janeiro de 2011 às 19:04
adorei. isso sim é interessante para se fazer quando somos apenas dois entre quatro paredes. ou não.


De Cath a 17 de Janeiro de 2011 às 19:45

adorei completamente . adorei adorei.


De mag. a 17 de Janeiro de 2011 às 20:58
gostei bastante ;)


De J. a 17 de Janeiro de 2011 às 21:52
sedutor. e favorito naná (:


De Effy_Edwards a 18 de Janeiro de 2011 às 00:19
gostei muito :) 


De Antonio F a 18 de Janeiro de 2011 às 10:47
Sensualidade no texto, talento na escrita, e gosto na musica..
Que tal divulgares a playlist que usas no blog..
...o resto não é preciso, nota-se. ;)


De naná a 20 de Janeiro de 2011 às 20:30

está na barra lateral a musica do blog :) nem eu me lembro de que musicas por aqui já tive, antonio:)
beijinhos.


Comentar post

mais sobre mim
arquivos

Abril 2013

Novembro 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Dezembro 2011

Setembro 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010